
Tudo começou com a minha busca por o que fazer nas férias. E isso acabou na minha velha coleção de Capricho. É, eu tenho uma coleção de Capricho gigantesca. Para falar verdade, ainda assinamos Capricho aqui em casa, não sei muito bem porque. Minha irmã nem gosta mais e ela tem 15 anos que supostamente é o público alvo da revista! Só que pensando bem, minha irmã não é uma adolescente normal. Acho que meninas com irmãs mais velhas crescem mais rápido que as meninas que não tem essa influência. Mas o ponto do meu texto não é esse. É como estamos ficando velhos.
Em 2010, eu quis virar uma das garotas da Galera Capricho (esse texto me envergonha um pouco, mas eu prometi à mim mesma que não vou apagar nada que escrevi um dia), mas naquela época já estava um pouco decepcionada com a revista, no auge dos meus quinze anos. Eu comecei a ler a Capricho quando tinha uns doze anos por ai e a revista era um pouco diferente do que é hoje. Havia reportagens sobre relacionamento, sexo e garotos, mas elas não eram as únicas reportagens da revista. Havia também boas reportagens sobre comportamento que não eram só sobre bullying (que é um problema que existe, sim, mas que agora está sendo abordado como se fosse o único problema do mundo e justificativa para todos os psicopatas), mas que falavam sobre religião, dúvidas sobre o corpo, estilos musicais diferentes e etc. E ainda tinha as reportagens de capa. O Green Day já foi capa da Capricho, gente! Será que o auge da adolescência de hoje em dia tem algum problema mental? Porque honestamente, que possível interesse as meninas de hoje em dia podem ter em um menino chamado Chris Leão (que tem 17 anos com cara de 12) que pinta o cabelo e o único atrativo que tem é a 'beleza' (ele não faz nenhum um pouco meu tipo). (Ah! Falando nisso, outra reclamação de destruição da minha adolescência: POR QUE A MTV ACEITA FAZER UM PROGRAMA SOBRE COLÍRIOS? O QUE ACONTECEU COM O DISK MTV? BEIJA SAPO? COVERNATION????). Eu até entendo as capas com os artistas da moda (Rebeldes, artistas da Disney, Crepúsculo etc), mas porque essses colírios? Por que repetir tanto? O que custa colocar uns artistas diferenciados?
Pois é, foi assim que tive minha crise de meia adolescência. Não faz muito tempo que tive quinze anos, mas parece que o Universo mudou desde então.
UPDATE!
Decidi enviar o link do post para editora. Ela foi educada e respondeu bem rápido. Dêem um look na resposta e me digam o que acharam!
"Bom, vou confessar uma coisa. É bem normal receber email de meninas que estão mesmo ficando mais velhas e passam a achar a Capricho meio infantil. Sim, vcs crescem rápido e aprendem muito em pouco tempo. Se a revisa envelhecer com vcs, as meninas de 15 vão ficar sem revista. Mas isso vc já sabe.
Eu discordo um pouco sobre o fato das meninas de 12 serem precoces. Mais ainda do fato de que a Capricho é para essas leitoras. Mas a verdade é que ter 15 anos não é igual pra todo mundo - é só vc olhar para as suas amigas. "