guns ain't roses
Mostrando postagens com marcador rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rock. Mostrar todas as postagens
domingo, 9 de março de 2014
Livros
Ler sempre foi uma das minhas maiores paixões. Estranho eu ter comentado tão poucas vezes sobre livros aqui no blog (comentei aqui e aqui), mas o período do blog convergiu com o período em que menos li na minha vida. Amigos do facebook devem ter visto um post em que disse que hoje em dia lia muita coisa por conta da Administração e tinha diminuído muito o ritmo da leitura por prazer, mas quero mudar isso esse ano e ler mais por prazer também.
Pois bem, com essa meta de ler mais por prazer juntei alguns livros que ganhei/comprei e quis falar um pouco dos que já li. Atualmente estou lendo Na Estrada com São Francisco de Assis que a mãe do meu namorado disse que é a minha cara e me emprestou.
Segue abaixo minhas mini-resenhas dos livros que já li:
- Herança (Christopher Paolini): O último livro da Saga da Herança não foi nenhum pouco decepcionante. Eu comprei esse livro em dezembro do ano retrasado, mas não podia ler pausadamente, precisava parar em um momento em que eu pudesse ler sem parar. Para vocês verem como tempo é algo raro na minha vida, esse momento só foi acontecer em dezembro de 2013.
Mas voltando pro livro, gostei muito. O que mais gosto dessa saga é que embora seja completamente inspirado em Senhor dos Anéis, ela é bem mais dinâmica (na minha opinião) e com mais momentos para que o leitor conheça a fundo os personagens. Talvez essa seja uma visão errada, afinal só li A Sociedade do Anel, mas nesse ponto gostei muito mais do que foi escrito por Paolini. Esses momentos de reflexão quanto aos personagens estão muito presentes nesse último livro e eu particularmente gostei muito porque apesar de adorar assistir a história na perspectiva do Eragon e da Saphira, gosto muito dos outros personagens da saga.
Enfim, um livro surpreendente que fecha muito bem a história. Espero que o Paolini faça um livro extra porque achei que a história de alguns personagens ficou em aberto e vaga, mas ok.
- O Chamado de Cuco (J.K. Rowling com pseudônimo de Robert Galbraith): JK NÃO DECEPCIONA! NUNCA! Imagina a felicidade da pessoa quando descobriu que uma das autoras prediletas tinha lançado um livro no melhor estilo Agatha Christie?!
Pois bem, o livro é muito bom. Teria me chamado atenção se eu não soubesse que era da J.K.? Não sei porque como eu disse, me pareceu um romance policial normal à primeira vista e nesse aspecto fui a vida toda "fiel" à Agatha e nunca tinha dado uma chance a outro autor de romances policiais, nem sequer ao Arthur Conan Doyle, ou seja, sempre fui uma pessoa bem acomodada em relação a procurar novos autores desse gênero. Mas o livro é surpreendentemente bom e já estou esperando pela próxima aventura!
O que mais gostei nesse livro é a profundidade com que conhecemos os personagens. O personagem principal Cormoran Strike é um daqueles cuja afeição cresce fácil, meio sofrido, meio bruto, porém com um bom coração.Achei a antagonista Robin, secretária do detetive um pouco fraca (como a Watson da série Elementary), mas tudo bem. Os personagens do caso em si foram muito bem explorados e em vários momentos lembrava das descrições detalhadas que ela fazia em Harry Potter.
Gostei do livro, porém no começo demorou um pouco pra pegar, até que a primeira evidência real do caso aparecesse e não fosse só o detetive colhendo depoimentos do caso, mas investigando detalhes e tudo mais. Quanto ao final, achei um pouco forçado em alguns momentos, mas tudo bem.
Não sei se é um livro que eu leria novamente, mas gostei bastante e recomendo muito.
- De Volta aos Quinze (Bruna Vieira): Primeiro de tudo, vamos à uma breve apresentação quanto à autora: Bruna Vieira é uma menina de 20 anos que ficou famosa através do seu blog Depois dos Quinze, um blog com uma temática adolescente que trata sobre vários temas desde moda à viagens, livros e etc.
Através do sucesso do blog ela lançou seu primeiro livro com título homônimo reunindo diversas crônicas publicadas no blog e inéditas. Logo depois foi a vez do primeiro romance ficcional, o livro do qual eu vou falar.
Olha, o livro é um típico romance adolescente, porém a protagonista tem 30 anos. A história é como se fosse um De Repente 30 só que ao contrário, Anita volta a ter 15 anos e tem nas suas mãos o poder de mudar fatos da sua vida de modo que isso impacte positivamente seu futuro, só que nem tudo dá certo.
É um livro bem rápido de ler, daqueles que você fica querendo acabar logo para saber o que acontece. Tem várias referências aos anos 90 e 2000 e questionamentos tanto para pessoas novinhas quanto para pessoas mais velhas.
Gostei muito, mas definitivamente tem uma temática bem jovem, não é um livro complexo, nem nada assim.
- This is a Call: a vida e a música de Dave Grohl (Paul Brannigan): A história desse livro é meio engraçada. Comprei esse livro há mais de dois anos (!) e comecei a lê-lo nessa mesma época, voraz por conhecer mais da vida do meu cantor favorito, ídolo maior e etc.
E cara...que livro chato!
Eu explico: era um livro cheio de referências musicais que eu não conhecia, tipo a cena punk americana mais underground possível. De fato, o título me alertava disso, mas eu não percebi que "música" de fato, era toda a base musical do Dave.
Parei de ler o livro, cheia de promessas de retomar a leitura, mas sempre aparecia um livro melhor e eu desistia. Até que um dia percebi que eu podia pular essas partes de referências e ir para a vida dele já como baterista do Nirvana e as fofocas que eu esperava desde o começo do livro.
Comecei a reler sobre a vida dele a partir do momento em que ele entrou no Scream (uma banda punk americana) e a partir daí o livro engatou e embora ainda houvesse muitas referências, a partir do Nirvana as referências são mais fáceis de compreender.
É um livro bom, porém acredito que a tradução é bem mal feita e muitas vezes, o autor é sensacionalista. Deu para conhecer um pouquinho mais do Dave, porém ele pareceu um cara não tão legal como eu achava antes. Ele foi pintado de muitas maneiras como control freak e como se tratasse o Foo Fighters como segunda opção, como se fosse um dever, enquanto o Queens of the Stone Age e o Them Crooked Vultures bandas que ele realmente amasse.
Mas enfim, é um livro legal, porém meio sensacionalista.
Galera, no mais, é isso!
Se alguém já leu algum dos livros da foto e tiver algo para me dizer ou mesmo alguma dica de leitura, ficarei muito feliz!
Beijos
Marcadores:
cult or trash,
Foo Fighters,
rock
terça-feira, 14 de maio de 2013
Paul McCartney
Eu nem me lembro da primeira vez que ouvi Beatles na minha vida. A memória mais antiga que tenho provavelmente é de uns 11 anos atrás quando minha mãe colocou eu e minha irmã para assistirmos um DVD da banda com ela. Desde então, entre muitas idas e vindas, Beatles é uma banda que me acompanhou em muitos momentos da vida e tenho certeza que acompanhará para sempre porque parece que com os Beatles você tem as músicas certas para os momentos certos.
Semana passada tive a oportunidade de ver Sir Paul ao vivo. Minhas expectativas não estavam muito altas porque eu não conheço muito da carreira solo dele. Além disso, cheguei em Goiânia e não consegui encontrar meus amigos, ou seja, ainda teria de ver o show sozinha.
O show superou minhas expectativas em tudo: me colocou para dançar, chorar, cantar junto... Mesmo as coisas que eu não conhecia! As músicas eram tão boas que não tinha como não viver aquele momento intensamente e amar o show. Paul é o senhor com muita energia para os 71 anos que tem e tem uma presença de palco invejável. Não se incomodou nem com uns grilos, esperanças que ficaram nele boa parte do show.
Eu não vou entrar no quesito música, mas ele foi bem misto em relação ao repertório. Tinha muito Beatles e muitas músicas solo. Todas boas, todas executadas com maestria de fazer o coração ficar apertado de emoção. Que banda maravilhosa!
Enfim, só queria deixar algumas músicas que tem marcado meus dias aqui. Quero ir em todos os shows do Paul que eu puder porque é uma experiência inenarrável. Você via na platéia que aquelas eram músicas significativas, que faziam parte da vida daquelas pessoas e é incrível ver como algumas músicas tem esse tipo de importância na vida da gente. Enfim, alguns artistas realmente são imortais e tenho certeza que sir Paul é um deles.
Semana passada tive a oportunidade de ver Sir Paul ao vivo. Minhas expectativas não estavam muito altas porque eu não conheço muito da carreira solo dele. Além disso, cheguei em Goiânia e não consegui encontrar meus amigos, ou seja, ainda teria de ver o show sozinha.
O show superou minhas expectativas em tudo: me colocou para dançar, chorar, cantar junto... Mesmo as coisas que eu não conhecia! As músicas eram tão boas que não tinha como não viver aquele momento intensamente e amar o show. Paul é o senhor com muita energia para os 71 anos que tem e tem uma presença de palco invejável. Não se incomodou nem com uns grilos, esperanças que ficaram nele boa parte do show.
Eu não vou entrar no quesito música, mas ele foi bem misto em relação ao repertório. Tinha muito Beatles e muitas músicas solo. Todas boas, todas executadas com maestria de fazer o coração ficar apertado de emoção. Que banda maravilhosa!
Enfim, só queria deixar algumas músicas que tem marcado meus dias aqui. Quero ir em todos os shows do Paul que eu puder porque é uma experiência inenarrável. Você via na platéia que aquelas eram músicas significativas, que faziam parte da vida daquelas pessoas e é incrível ver como algumas músicas tem esse tipo de importância na vida da gente. Enfim, alguns artistas realmente são imortais e tenho certeza que sir Paul é um deles.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
One of these days
"These Days" foi a primeira música que escutei do Wasting Light e foi a música que mais me fez falta no setlist do Lollapalooza que aconteceu em março. Pessoalmente, acho que o Wasting Light é um CD que o FF fez com muitas mensagens de vida mesmo, um cd tão bem feito que fez todo mundo se render à grandeza da banda (não, não falarei que FF virou modinha, deixei de ser revolts) e foi um grande passo na carreira deles. E para mim, duas músicas desse cd me fizeram pensar muito, estiveram comigo em momentos de reflexão mesmo (que gay) e foram elas "Walk" e a música cujo trecho dá nome à essa postagem.
Essa música me dá uma sensação de chutar o balde e pensar em como coisas ruins da vida podem acontecer com todo mundo e vão acontecer pra todo mundo, mas foda-se, é a vida. Pensando bem agora, acho que tem uma razão de ser até a ordem das músicas no cd. Se eu não me engano, você tá na merda em "These Days" e começando a melhorar e compreender na faixa 5 ou 6, ai você compreende de verdade em "I Should Have Known" que é uma das últimas e você fica bem em "Walk", o grand finale desse álbum.
E agora estou bem na vibe dessa música, começando a ter mudanças na vida.
Queria compartilhar um trecho que gostei com vocês e pra isso fiz toda essa reflexão louca (hehe) então ai vai:
"One of these days
Your eyes will close and pain will disappear
One of these days
You will forget to hope and learn to fear".
Enfim, muita lombra, mas espero que vocês tenham gostado da minha reflexão aqui sobre FF, vida e sei lá mais o que. Beijos e até a próxima.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Atrasado: O Lollapalooza
O Lollapalooza foi um puta de um evento e tudo mais, massss falando assim sinceramente, acho que no primeiro dia a comoção foi bem focada no Foo Fighters. Vamos ser sinceros, que banda dessa atual geração é maior do que a banda do Sr. Dave? Não, acho difícil existir tal banda e não é só porque sou fã. Não tem muito o que dizer. Eram 70 ou 75 mil pessoas suadas, esperando, pelo grande momento da noite (quiçá da vida rs).
Durante o dia inteiro, você via a tensão de fãs de Foo Fighters que haviam esperado alguns anos até o ponto culminante que era aquela noite foda que nos esperava. Houveram bons shows, de verdade. O primeiro que eu "ouvi" foi o da boa Ritmo Machine, lá da tenda da Calvin Klein. Eu e meus amigos queríamos nos poupar do sol que estava pegando ao 12h. Comemos, aliás, que lanchinho meia boca o que era vendido e muito caro e fomos ver Wander Wildner, um maluco do Sul com as músicas mais escrachadas do século! Muito bom! Depois dele, esperamos bastante até o Cage The Elephant. O som que essa banda faz é realmente muito bom, mas uma coisa me incomodou um pouco: a banda inteira estava muito bêbada e chapada. Sei lá, não sei o que acho, se é uma falta de respeito, mas achei meio estranho... O que importa é que o show foi muito bom.
Assistir ao show do Rappa no Lolla foi uma experiência incrível. Os caras são fodas e olha que eu era a pessoa que estava mais cética em relação ao Rappa no Lolla. Não posso dizer o mesmo do TV On the Radio. Meu santo simplesmente não bateu com eles.
Foram quatro longas horas até o Foo Fighters se não me engano. Horas sofridas com empurrões e falta de espaço que só pioraram depois que FF entrou no palco. Mas tudo isso só aconteceu porque eu fiquei no limite do que meu 1.67 e cinquenta e muitos quilos permitiram, bem na frente na verdade. Acabei me perdendo dos meus amigos e juro, tive medo de morrer. O show foi sem palavras, mesmo com Dave Grohl rouco e aqueles idiotas típicos de show. Mas honestamente, honestamente mesmo, não vejo a hora de ver o FF tocando numa turnê só deles com ingresso de 200 pilas e só com gente que foi pra ver o FF mesmo, acho que mais pela comodidade de quase não ser esmagada, é só uma reclamação boba.Porque é claro que um dia vai ser legal dizer que foi na primeira edição do Lolla! Fora isso, o setlist, o Dave, Best Of you, Taylor, Chris, Pat, Nate e toda essa vibe de festival foram legais. Só espero que ano que vem, caso tenha Lolla, que se planejem um pouco melhor. E que venha The Killers!
ps: Everlong ao vivo é do caralho.
Durante o dia inteiro, você via a tensão de fãs de Foo Fighters que haviam esperado alguns anos até o ponto culminante que era aquela noite foda que nos esperava. Houveram bons shows, de verdade. O primeiro que eu "ouvi" foi o da boa Ritmo Machine, lá da tenda da Calvin Klein. Eu e meus amigos queríamos nos poupar do sol que estava pegando ao 12h. Comemos, aliás, que lanchinho meia boca o que era vendido e muito caro e fomos ver Wander Wildner, um maluco do Sul com as músicas mais escrachadas do século! Muito bom! Depois dele, esperamos bastante até o Cage The Elephant. O som que essa banda faz é realmente muito bom, mas uma coisa me incomodou um pouco: a banda inteira estava muito bêbada e chapada. Sei lá, não sei o que acho, se é uma falta de respeito, mas achei meio estranho... O que importa é que o show foi muito bom.
Assistir ao show do Rappa no Lolla foi uma experiência incrível. Os caras são fodas e olha que eu era a pessoa que estava mais cética em relação ao Rappa no Lolla. Não posso dizer o mesmo do TV On the Radio. Meu santo simplesmente não bateu com eles.
Foram quatro longas horas até o Foo Fighters se não me engano. Horas sofridas com empurrões e falta de espaço que só pioraram depois que FF entrou no palco. Mas tudo isso só aconteceu porque eu fiquei no limite do que meu 1.67 e cinquenta e muitos quilos permitiram, bem na frente na verdade. Acabei me perdendo dos meus amigos e juro, tive medo de morrer. O show foi sem palavras, mesmo com Dave Grohl rouco e aqueles idiotas típicos de show. Mas honestamente, honestamente mesmo, não vejo a hora de ver o FF tocando numa turnê só deles com ingresso de 200 pilas e só com gente que foi pra ver o FF mesmo, acho que mais pela comodidade de quase não ser esmagada, é só uma reclamação boba.Porque é claro que um dia vai ser legal dizer que foi na primeira edição do Lolla! Fora isso, o setlist, o Dave, Best Of you, Taylor, Chris, Pat, Nate e toda essa vibe de festival foram legais. Só espero que ano que vem, caso tenha Lolla, que se planejem um pouco melhor. E que venha The Killers!
ps: Everlong ao vivo é do caralho.
Marcadores:
2012,
Aleatórios,
Foo Fighters,
rock
sexta-feira, 23 de março de 2012
Dave Grohl

Em entrevista à Rolling Stones Brasil, edição de março.
"Rolling Stones: Tirando os eventuais momentos ruins, encaremos os fatos: você tocou na maior banda dos últimos 20 anos, é o líder da maior banda de rock da atualidade, tocou com integrantes dos Beatles, Led Zeppelin, Black Sabbath, Queen... É o cara mais sortudo da história do rock ou o quê?
Dave Grohl: Sim. Eu sou. Eu sou! Quero dizer, honestamente? Se tudo acabasse hoje, eu seria o cara mais feliz do mundo. Porque alcancei mais na minha vida do que jamais imaginei possível. Houve altos e baixos, mas veja o lugar em que agora estou. Tenho uma banda maravilhosa, que funciona como uma família. Somos todos muito amigos e tem sido assim por 15, 20 anos. Tenho uma família linda. E tenho pessoas esperando pelo meu próximo disco! Eu não poderia pedir por mais nada. Eu não poderia querer mais. Poder ir para o Brasil e tocar para um público que não vejo há dez anos ou mais? É uma honra incrível até o fato de que queiram que eu volte!
Então talvez eu seja o músico de rock mais sortudo do planeta. Porque não há muitos que tiveram a segunda chance que eu tive. E acredite, eu acordo todos os dias e agradeço aos céus por ainda estar aqui para vivenciar tudo isso."
A razão pela qual daqui a vinte, vinte cinco anos pretendo apresentar a banda desse cara para os meus filhos e dizer que essa foi a banda da minha adolescência. Dave Grohl, simplesmente genial.
sábado, 2 de abril de 2011
Iron Maiden 30.03.11 - The Final Frontier World Tour
Foram meses contando dias. Semanas decorando trechos de músicas que eu não conhecia direito, escutando sem parar a mesma setlist no iPod e entrando diariamente na comunidade da banda de heavy metal mais famosa do mundo. Um show que foi o ponto culminante de quase dois anos de amor e devoção por uma banda que fez tudo e mais um pouco para que minha noite do dia 30 de março deixasse de ser só normal e se tornasse marcante!
Eu cheguei no show por volta das 19h45 acompanhada de um amigo. Logo eu encontrei uma turma de amigos com quem eu tinha combinado de curtir o show. Esses caras com quem eu fui são meus blood brothers e agora o nosso vínculo de amizade foi oficializado com a benção de Bruce, Adrian, Dave, Janick, Steve e Nicko. Foram momentos lindos o que vivemos antes, mas o show do Iron com certeza vai ser um marco e daqui a vinte anos vamos contar para os nossos filhos como foi bom ter visto esse show juntos.
Uma banda brasileira abriu o show. O show foi bom e tal, mas acho que eu estava muito ansiosa com o show seguinte. Não só eu, tinha um milhão de pessoas contando os segundos para o Iron entrar. Neguinho gritava '15 minutos!'. De repente, todo mundo ali era uma família. Quando as luzes diminuiram e começou a tocar Doctor, Doctor o pessoal explodiu em gritos! Eu segurei o choro e escutei os primeiros acordes de Satellite. O show começou e eu não podia acreditar! O Iron Maiden estava na minha frente!
É difícil dizer como me senti durante aquelas duas horas ou quase três que se passaram. O Janick Gers estava bem na minha frente e eu pude conferir cada fio do cabelo cada vez mais branco do Bruce. Achei o Dave bem velhinho e Deus do céu, eu vi o deus da guitarra tocando ao vivo e ele se chama Adrian Smith. Isso sem contar que Nicko e Steve mesmo velhos ainda são bem enérgicos. O Steve mantém uma série de caretas e balançadas rítmicas com a cabeça. E eu estava lá e vi tudo isso.
Eu não sei muito sobre como descrevê-los em relação ao musical. Para mim, as músicas estavam todas perfeitas como elas deveriam ser. O que me matou mesmo foi "Coming Home", "2 Minutes to Midnight" e "Iron Maiden". Nem são minhas músicas prediletas, mas ao vivo... Arrepiam.
O que posso dizer de um dos dias mais felizes da minha vida, não se resume em palavras.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
O que aprendi em 2010 (parte II)
Lição 6#: Não preciso gostar de todo mundo porque afinal nem todo mundo vai com a minha cara mesmo.
Uma lição valiosa que eu gostaria de ter aprendido desde o começo do ano. Na verdade,desde o começo da minha vida. Eu sempre me esforcei muito para gostar de todo mundo e acho que sentir ódio por alguém é muito trabalhoso (já escrevi sobre isso aqui), mas tem gente que não faz o mínimo esforço nem para ser educado comigo. Ridículo, o cúmulo da ridicularidade, uma vez que a pessoa também não é lá o poço de educação comigo e nem ao menos se deu ao trabalho de tentar me conhecer.
Ah! Beleza não é motivo para julgamento para amizade, pelo menos ao meu ver. Caso esse critério seja utilizado, eu chamo isso de babaquice.
Lição 7#: Abrir a cabeça e conhecer coisas novas.
Esse ano escutei todas as bandas, de (quase) todos estilos que eu podia imaginar e isso foi no mínimo enriquecedor. Assisti a filmes que não estavam na minha lista de prediletos e apesar de não ter lido muitos livros, li livros excelentes.
Com certeza o que eu mais ouvi foi Foo Fighters, com o álbum "The Colour and The Shape" sendo o mais tocado com a minha música predileta de todos os tempos no topo (Everlong).
O melhor DVD de show na minha opinião foi o "Metallica: Orgulho, Paixão e Glória (3 Noites na Cidade do México)" e tomara que eu consiga vê-los no Rock in Rio!
Nos cinemas, adorei Inception, Shutter Island e Megamind (ainda pretendo falar sobre esse último que ganhou de Monstros S.A. na minha lista de melhores animações). E nos DVD's Orgulho e Preconceito continua sendo meu favorito, seguido de Star Wars V - O Império Contra-Ataca. Ah! Fiquei bem feliz com a adaptação que fizeram da primeira parte de Relíquias da Morte,ficou bem legal.
A minha maior e mais recente descoberta musical foi o Pearl Jam. O primeiro contato com um pouco do que podia ser Pearl Jam veio quando eu baixei o soundtrack de "Into the wild" e adorei o jeito quase "selvagem" (permita-me o clichê) e natural com que Eddie Vedder soava naquelas músicas. Era como se fosse um apelo gutural de um Deus do Grunge. Então,certo dia entrei no Registro Dissonante e me deparei com a resenha de um show que o cara viu e eu fiquei encantada e baixei grande parte das músicas que encontrei e "Black" tornou-se minha companheira das noites insones, fazendo frente com "Live Forever" do Oasis para "alegria instantânea".
Com isso,me despeço de 2010. Que venha 2011!
Uma lição valiosa que eu gostaria de ter aprendido desde o começo do ano. Na verdade,desde o começo da minha vida. Eu sempre me esforcei muito para gostar de todo mundo e acho que sentir ódio por alguém é muito trabalhoso (já escrevi sobre isso aqui), mas tem gente que não faz o mínimo esforço nem para ser educado comigo. Ridículo, o cúmulo da ridicularidade, uma vez que a pessoa também não é lá o poço de educação comigo e nem ao menos se deu ao trabalho de tentar me conhecer.
Ah! Beleza não é motivo para julgamento para amizade, pelo menos ao meu ver. Caso esse critério seja utilizado, eu chamo isso de babaquice.
Lição 7#: Abrir a cabeça e conhecer coisas novas.
Esse ano escutei todas as bandas, de (quase) todos estilos que eu podia imaginar e isso foi no mínimo enriquecedor. Assisti a filmes que não estavam na minha lista de prediletos e apesar de não ter lido muitos livros, li livros excelentes.
Com certeza o que eu mais ouvi foi Foo Fighters, com o álbum "The Colour and The Shape" sendo o mais tocado com a minha música predileta de todos os tempos no topo (Everlong).
O melhor DVD de show na minha opinião foi o "Metallica: Orgulho, Paixão e Glória (3 Noites na Cidade do México)" e tomara que eu consiga vê-los no Rock in Rio!
Nos cinemas, adorei Inception, Shutter Island e Megamind (ainda pretendo falar sobre esse último que ganhou de Monstros S.A. na minha lista de melhores animações). E nos DVD's Orgulho e Preconceito continua sendo meu favorito, seguido de Star Wars V - O Império Contra-Ataca. Ah! Fiquei bem feliz com a adaptação que fizeram da primeira parte de Relíquias da Morte,ficou bem legal.
A minha maior e mais recente descoberta musical foi o Pearl Jam. O primeiro contato com um pouco do que podia ser Pearl Jam veio quando eu baixei o soundtrack de "Into the wild" e adorei o jeito quase "selvagem" (permita-me o clichê) e natural com que Eddie Vedder soava naquelas músicas. Era como se fosse um apelo gutural de um Deus do Grunge. Então,certo dia entrei no Registro Dissonante e me deparei com a resenha de um show que o cara viu e eu fiquei encantada e baixei grande parte das músicas que encontrei e "Black" tornou-se minha companheira das noites insones, fazendo frente com "Live Forever" do Oasis para "alegria instantânea".
Com isso,me despeço de 2010. Que venha 2011!
sábado, 13 de novembro de 2010
November rain

Os fins começam como frias chuvas de novembro. Você sabe que elas existem, mas quando finalmente chegam é como se realmente fossem acontecimentos ou como se fosse você imaginasse que ainda fossem demorar.
Os fins são assim: você sempre acha que algo é eterno e quando vê ela está indo, seguindo o rumo natural da vida, mas quando estamos no olho do furacão agimos insensatamente e não vemos que tudo tem sempre um fim. Assim como as chuvas revira o dia-à-dia das pessoas, os fins reviram nossas vidas. Nosso problema é encarar finais como obstáculos. É bem verdade que eles são sempre burocráticos e parecem ser eternos. Primeiro,as lembranças do que passou; depois,a culpa e a procura por erros que poderiam ter sido reparados; o terceiro passo é sempre um ato de insensatez motivado por um impulso de raiva e seguido de mais arrependimento; o quarto passo é a maturidade,em que você é você aceita o final e tenta encará-lo e por último, você simplesmente tenta seguir em frente. As coisas desse gênero sempre demoram tempo,mas no final de tudo você adquiriu alguma coisa,não? Se não houvessem finais para selar determinadas situações, os erros seriam perpetúos e não seríamos dotados de sensibilidade.
No último mês passei por um final. Dolorosamente chocante. Aliás, ainda estou em processo com o último passo, mas agora estou correndo atrás para não ficar para sempre tentando. Eu não sei dizer se só estou sendo hipócrita,mas agora estou juntando forças para passar o que passou e eu sei que estou conseguindo. O primeiro passo é reconhecer o vício,rs. E aqui estou diante de todos,reconhecendo que sou fraca, mas que quero encarar isso também. I'm back now.
So never mind the darkness we still can find a way 'cause nothin' last forever even a cold november rain.
Os fins são assim: você sempre acha que algo é eterno e quando vê ela está indo, seguindo o rumo natural da vida, mas quando estamos no olho do furacão agimos insensatamente e não vemos que tudo tem sempre um fim. Assim como as chuvas revira o dia-à-dia das pessoas, os fins reviram nossas vidas. Nosso problema é encarar finais como obstáculos. É bem verdade que eles são sempre burocráticos e parecem ser eternos. Primeiro,as lembranças do que passou; depois,a culpa e a procura por erros que poderiam ter sido reparados; o terceiro passo é sempre um ato de insensatez motivado por um impulso de raiva e seguido de mais arrependimento; o quarto passo é a maturidade,em que você é você aceita o final e tenta encará-lo e por último, você simplesmente tenta seguir em frente. As coisas desse gênero sempre demoram tempo,mas no final de tudo você adquiriu alguma coisa,não? Se não houvessem finais para selar determinadas situações, os erros seriam perpetúos e não seríamos dotados de sensibilidade.
No último mês passei por um final. Dolorosamente chocante. Aliás, ainda estou em processo com o último passo, mas agora estou correndo atrás para não ficar para sempre tentando. Eu não sei dizer se só estou sendo hipócrita,mas agora estou juntando forças para passar o que passou e eu sei que estou conseguindo. O primeiro passo é reconhecer o vício,rs. E aqui estou diante de todos,reconhecendo que sou fraca, mas que quero encarar isso também. I'm back now.
So never mind the darkness we still can find a way 'cause nothin' last forever even a cold november rain.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Experiências no submundo

Enquanto o Brasil se curva ao Deus Sensual do Rock,also known as Jon Bon Jovi,eu venho contar para vocês minhas experiências recentes com shows.Enquanto não postava no blog,eu ia covers dos Beatles e ao show da banda alemã mais pré-histórica do mundo,Os Escorpiões.Pelo menos,foi assim que Brasília aclamou o Scorpions,aquela banda txuca comandada pelo Klaus Meine (um nanino,gente) que canta muito!
Antes de começar a contar minha experiência traumática com barbudos beijadores e pisões e rock,deixe-me contar como conheci o Scorpions.Eu descobri que meu namorado gostava de mim graças à "Still Loving You".Ano passado ele me mandou uma mensagem com um trecho da música,em que no final o complemento era "...still loving you".Aí fui atrás de conhecer a banda,porque a música era/é um arraso...Aí conheci os grandes sucessos e ganhei de Natal,o Acoustica.
A banda anunciou a tour de adeus "Sting in the Tail" e diferente do resto das bandas internacionais que passam pelo Brasil,lembraram que a capital não é São Paulo.Vieram,dia 22 de setembro de 2010.E foram deles meu primeiro show de rock da vida.
Tirando a maconha que tava rolando solta,o fato de que eu não conhecia muitas músicas e de que mesmo tendo 1.70 eu não enxergava nada porque tinha 854654898484489 barbudos paraibanos na minha frente,isso sem contar o casal TOTALMENTE sem noção (de metaleiros,dica) que ficou o show inteiro praticando linguação,porque meu,aquilo não era beijo,era desentupimento; fiquei feliz.Faltaram algumas músicas que na minha opinião deveriam ter estado no show,mas compensaram com o guitarrista caracterizado que nem o bonequinho da capa de Blackout,um baterista animadaço (YOU KICK ASS!) e um final de show espetacular.Wind of Change e Still Loving You são cinquenta vezes melhores ao vivo.Gostei de outras músicas também,claro.Não só os sucessos,embora eu admita que lembrava bem melhor deles.Conheci outras músicas deles que foram parar direto nas minhas 25 mais Tocadas.(Ah!A banda que abriu tocou Fear of the Dark do Iron Maiden,isso valeu também hahaha)
Tava querendo ir no Paul,em São Paulo,mas acho que não vai dar.Enfim,agora,pronta para novos shows e espero que novas experiências do submundo do rock venham em breve.
Assinar:
Postagens (Atom)
