guns ain't roses

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

One of these days

Acredito que não seja novidade para ninguém aqui no blog que Foo Fighters é minha banda favorita e que o Dave Grohl é uma inspiração. Vocês já devem ter notado que gosto de colocar nomes de músicas como títulos de postagens e em geral, não é por acaso. Em geral se coloco um título é porque aquela música me faz refletir um pouco sobre o tema da postagem ou me faz sentir uma vibe que me lembra o tema (que lombra).
"These Days" foi a primeira música que escutei do Wasting Light e foi a música que mais me fez falta no setlist do Lollapalooza que aconteceu em março. Pessoalmente, acho que o Wasting Light é um CD que o FF fez com muitas mensagens de vida mesmo, um cd tão bem feito que fez todo mundo se render à grandeza da banda (não, não falarei que FF virou modinha, deixei de ser revolts) e foi um grande passo na carreira deles. E para mim, duas músicas desse cd me fizeram pensar muito, estiveram comigo em momentos de reflexão mesmo (que gay) e foram elas "Walk" e a música cujo trecho dá nome à essa postagem.
Essa música me dá uma sensação de chutar o balde e pensar em como coisas ruins da vida podem acontecer com todo mundo e vão acontecer pra todo mundo, mas foda-se, é a vida. Pensando bem agora, acho que tem uma razão de ser até a ordem das músicas no cd. Se eu não me engano, você tá na merda em "These Days" e começando a melhorar e compreender na faixa 5 ou 6, ai você compreende de verdade em "I Should Have Known" que é uma das últimas e você fica bem em "Walk", o grand finale desse álbum.
E agora estou bem na vibe dessa música, começando a ter mudanças na vida.
Queria compartilhar um trecho que gostei com vocês e pra isso fiz toda essa reflexão louca (hehe) então ai vai:

"One of these days
Your eyes will close and pain will disappear
One of these days
You will forget to hope and learn to fear".

Enfim, muita lombra, mas espero que vocês tenham gostado da minha reflexão aqui sobre FF, vida e sei lá mais o que. Beijos e até a próxima.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Mais um adeus

                                                             Uma velhinha simpática (e minha mãe)


Ontem de madrugada, mais precisamente às 5h40 da manhã, minha vó faleceu. Como o blog é meu e eu tenho o direito de escrever sobre o que quiser, hoje decidi escrever algo mais pessoal. E pensei muito no que escrever, mas ainda não sei direito então o texto vai ficar meio sem foco.
Nos últimos meses minha vó esteve na UTI. Acompanhei de perto o sofrimento pela minha mãe que é ligada à mãe dela de um jeito meio incomum. E durante todo esse tempo, pensei em como deve ser horrível a gente perder a mãe da gente e como a gente não sabe muitas vezes aproveitar o que tem. E pensando nisso,  só queria dizer que queria ter conversado mais com minha vó e queria ter sido mais paciente. Mesmo quando ela já estava perdendo um pouco da consciência, dava pra ver que ela gostava da nossa presença e quantas vezes, sorria desse jeito ai da foto, ainda muito altiva. E acho que são esses poucos momentos que tem que ser guardados. Dói um monte, mas doeria mais ver minha vó presa sofrendo mais 3 meses ou mais naquela cama de UTI. Doeria mais ver minha mãe se desestabilizar sem esperança. O que resta para nós é sua proteção e suas lembranças.
Lá se vai mais uma guerreira. Que Deus acolha em Sua presença mais um anjo! Vai com Deus, velhinha teimosa!



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Hipsters e coisas modernas que eu não entendo

Hipster refers to a subculture of young, recently settled urban middle class adults and older teenagers that appeared in the 1990s. The subculture is associated with independent music, a varied non-mainstream fashion sensibility, Apple products, liberal or independent political views, alternative spirituality or atheism/agnosticsm and alternative lifestyles. Interests in media would include independent film, magazines such as Vice and Clash, and websites like Pitchfork Media, UrbFash, and Tumblr.

Bem, essa é uma definição bem geralzona do termo "hipster", um termo que tem me dado muito pra pensar ultimamente. E tudo começou depois de uma festa que eu fui numa noite de sexta-feira qualquer. Festa boa, comida boa, música boa. Teria sido uma excelente festa se eu não tivesse passado parte da noite refletindo sobre como sobre como eu odeio essa coisa que a nossa geração tem de fugir do mainstream de uma forma tão forçada que chega a ser exagerado.

Estou longe de dizer que odeio os hipsters até porque o que odeio mesmo é essa cultura forçada que certas revistas enfiam na cabeça de meninas de 14, 15 anos e vendem como se fosse o único padrão aceitável. Pelo amor de Deus, esse mundo cor-de-rosa de Demi Lovato saiu das drogas e agora é a adolescente feliz é muito tosco. Mas esse submundo perverso em que uma boa parte dos adolescentes que desprezam essa cultura plástica, tenta se inserir é tão ruim ou pior do que isso.

Uma coisa é o verdadeiro hipster que nunca se admitiria hipster, mas vive em seu canto, com sua cultura e tem seus amigos legais e escuta sua música legal e não parece um esteriótipo de pessoa uber-aculturada que pesquisa bandas do lugar mais obscuro do mapa para pagar de bonito com os migs. Realmente não sei o que é pior, se é uma menina tentando ser Manu Gavassi ou uma pessoa se esforçando absurdamente para não viver a cultura pop.

Esse é meu desabafo, amigos.O que eu queria é que as pessoas tentassem se esforçar menos para parecer o que não são. Gostosa, hipster, bêbado, jogador de futebol... Please! Só queria dizer que odeio me sentir sozinha por parecer ser a única pessoa de um lugar que nunca frequentaria um sarau literário (sono para essas coisas) ou que não faz questão de conhecer todas as novas bandas indies que surgem a cada ano. Sou preguiçosa demais para ser hipster, filosófica, pop, gostosa ou alternativa, mas queria não ter que me sentir sozinha.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sobre cotas, brancos alienados e sangue

Muito tem se falado de cotas desde que foi houve a mudança da porcentagem das cotas raciais recentemente. Li esse texto muito bom hoje e fiquei com vontade de falar um pouco de como me sinto confusa em relação a esse assunto.
Sempre fui contra as cotas raciais, mas agora com essas recentes discussões, tenho bastante pra pensar. Sou, como bem define a autora desse texto o esteriótipo de "estudante branco, de classe média, que faz cursinho pré-vestibular particular", meu pai é descendente de italianos, daqueles que fisicamente logo se vê as características européias. Já a minha mãe, é uma baixinha, caçula das mulheres de uma família de treze irmãos, vinda de São Luís do Maranhão, filha de um negro e de uma branca, ambos de origem humilde. O esteriótipo de estudante  que ela descreveu hoje em dia me serve muito bem, mas nem sempre foi assim. Minha primeira escola foi um jardim da infância público e sim, como a autora também disse, vou usar o argumento que meus pais trabalharam muito para me por em colégio particular e pagar cursinho. Fico pensando, se meus pais não tivessem conseguido ganhar dinheiro, ano passado teria terminado meu Ensino Médio em alguma escola pública de Brasília e no final do ano quando prestasse o vestibular, não teria tido o auxílio das cotas ao tentar ingressar na UnB.
Eu sei que trabalhar só com hipóteses é muito fácil e realmente, a questão das cotas é mais ampla do que eu apresento nesse meu pequeno texto. E não quero sentir pena de mim mesmo, ou melhor, das crianças brancas que não teriam direito às cotas pelo simples fator cor da pele. Mas o que eu não entendo é por que as cotas sócio-econômicas são tão desprezadas? Ajudaria muito e daí não haveria a questão da discriminação das crianças brancas que também são pobres e não tiveram acesso à uma boa educação.
O que vai soar para muitos é que esse é um texto de um adolescente alienada que teve todas as oportunidades e não consegue ver a realidade. Mas é justamente esse ponto, MOSTRE-ME a realidade, me explique, debata comigo o porquê, convença-me.
Porque é muito faça escrever um texto e dizer "você não sabe nada, seu porco alienado" e não argumentar com solidez e com educação.