um ano memorável.
Todas as coisas de que eu tinha certeza em minha vida tornaram-se incertas. Harry Potter, escola, amigos. Lá se foi a certeza de que sempre seria pra sempre mesmo. Mas, de todo, 2011 foi um bom ano com perfume de promessas e recheado de suspresas.
O sentimento que 2011 deixa é que eu descobri um bocado de coisas: sobre amizade, transporte público, independência, cursinhos e cronogramas. Acredito que quando você percebe que tem de tomar decisões para toda vida (tipo escolher uma opção de curso pra gastar seus próximos cinco anos), você começa a tomar consciência de novas responsabilidades que você não tinha e de como suas decisões afetam sua vida (ou no caso, afetarão).
2011 vai ser lembrado por ser o ano em que eu tomei menos trinta em NYC e reclamei feito louca mesmo estando na cidade que nunca dorme, dormi em uma cena inteirinha de Phantom of the Opera na BROADWAY (!), vi o Iron Maiden tocar ao vivo, vi revoluções no meu colégio (que aliás é o primeiro colégio do Brasil a adotar tablets na sala de aula, MAS O DIRETOR -da unidade norte, pelo menos- É UM GRANDE BABACA!!!!!!!), tive meu último dia de aula na melhor turma da escola, formatura, fui de Missões pela primeira vez, conheci pessoas inesperadas e queridas, fui ao Rio e muitas outras coisas mais...
Feliz ano novo, galera! Que venha 2012 com uma vaguinha na UnB pra essa que vos escreve =D
ps: 2012 vai ser o ano de Foo Fighters ao vivo, pqp! E de Star Wars no cinema de novo =D
guns ain't roses
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Medo de crescer e alguma coisa mais

Numa dessas minhas andadas pelo meu colégio (que agora fica quase vazio à tarde, com apenas um ou outro aluno mais novo e uns alunos do terceiro ano com os rostos enfiados em apostilas), tive uma espécie de epifania. Um raro momento de revelação fez-se enquanto eu andava rumo ao clarão que tem na entrada do colégio. "Somos sobreviventes!" eu pensei enquanto olhava o colégio vazio. "Eu sou sobrevivente", permiti que esse pensamento permeasse minha mente pessimista. E mesmo que vestibular e essas avaliações digam "fracasso", eu pensarei que sobrevivi um pouquinho, que sou um pouquinho vencedora.
Não é possível que só eu perceba essa sensação de estafa de alguém que nadou até a praia incasalvemente e ao final chegou a terra firme. Não assisti ao Náufrago de Tom Hanks, mas acredito que se o amigo do Wilson fosse real, estaria sentindo o mesmo ao chegar naquela ilha. E acho que posso me fazer valer dessa metáfora: o Ensino Médio é o percurso nadado até a Ilha que não necessariamente será boa, mas te tornará um sobrevivente. Quantos ficaram pra trás? Quantos não resistiram às ondas, aos medos... Foram muitos.
Quando olho para os meus amigos e quando eu tento olhar para mim, vejo o quanto mudamos. Três anos atrás, eu era uma pessoa com uma cabeça fechada pro mundo, fechada para minha vida. Foram três anos de sair da comodidade e entrar para o mundo. E especialmente, os últimos dois anos. Mudar de colégio praticamente sozinha foi uma decisão louca, mas eu não me arrependo disso. Era necessário, apesar da falta que eu tinha dos meus amigos e do meu antigo colégio. Mudar para o Sigma foi como viajar para um lugar desconhecido sem minha família, tendo que me virar sozinha dia pós dia. Mas assim como toda longa viagem, no final você descobre que aquele outro lugar bem podia ser seu lar, afinal lar é onde está seu coração. E meu coração encontrou naquele colégio gigante, cheio de revolucionários e sonhadores, um lar.
Quando dizem que o Ensino Médio é a melhor época de nossas vidas e nós reclamamos, não sabemos como é ruim sair dele. Nesses anos fiz meus melhores amigos, aprendi um pouco mais sobre mim e vivi os momentos mais espetaculares da minha vida. Aprendi que nossos amigos de verdade nos apoiam, brigam com a gente e não só criticam e põe defeitos, mas colocam a gente pra cima e de um jeito ou de outro, nos amam. Nesses últimos dois anos convivi com quarenta e poucos guerreiros que me ensinaram que você não necessariamente gosta de tudo em seus amigos, mas você aprende a respeitar o que você não gosta e talvez ajudá-lo. Convivi com pessoas que não tinham nada em comum, mas quando se juntavam podiam passar momentos inesquecíveis. Vou me lembrar das brigas da Semana Cultural, das canções que cantamos juntos, dos almoços e grupos de estudo. Vou lembrar da cara de choro na aula da saudade 1 e no último dia definitivo de terceiro F. Vou me lembrar que vocês me ensinaram a sonhar porque nunca deixaram que alguém dissesse que vocês não podiam. Parafraseando o velho Roque, vocês são a melhor turma da escola.
E agora se me perguntasse se estou feliz, bem eu diria que estou. Horas antes do meu vestibular oficial, eu só peço a Deus um pouco de sorte porque eu tentei estudar e o Sigma com todas as burocracias ainda tem os melhores mestres que eu podia no mundo. Não só professores, muitos tornaram-se amigos. Me diz como eu vou viver sem esse sofrimento de me matar pra passar em Física? Nunca mais vou gritar "Ele merece!" na aula do Alceu rs. Acho que nenhum professor vai ver isso (talvez o Marti porque ele é todo moderno no face e tals), mas eu gostaria de dizer que Deus coloca cada um deles nessa profissão pra mudar a vida de pelo menos um aluno e os meus professores fizeram bem esse papel. Quando precisei que alguém acreditasse em mim, eles muitas vezes estavam lá. Então, mestres, muito obrigada.
O texto ficou muito longo, mas era minha forma de dizer obrigada às pessoas que participaram dessa fase tão importante da minha vida. Boa sorte no vestibular!
Não é possível que só eu perceba essa sensação de estafa de alguém que nadou até a praia incasalvemente e ao final chegou a terra firme. Não assisti ao Náufrago de Tom Hanks, mas acredito que se o amigo do Wilson fosse real, estaria sentindo o mesmo ao chegar naquela ilha. E acho que posso me fazer valer dessa metáfora: o Ensino Médio é o percurso nadado até a Ilha que não necessariamente será boa, mas te tornará um sobrevivente. Quantos ficaram pra trás? Quantos não resistiram às ondas, aos medos... Foram muitos.
Quando olho para os meus amigos e quando eu tento olhar para mim, vejo o quanto mudamos. Três anos atrás, eu era uma pessoa com uma cabeça fechada pro mundo, fechada para minha vida. Foram três anos de sair da comodidade e entrar para o mundo. E especialmente, os últimos dois anos. Mudar de colégio praticamente sozinha foi uma decisão louca, mas eu não me arrependo disso. Era necessário, apesar da falta que eu tinha dos meus amigos e do meu antigo colégio. Mudar para o Sigma foi como viajar para um lugar desconhecido sem minha família, tendo que me virar sozinha dia pós dia. Mas assim como toda longa viagem, no final você descobre que aquele outro lugar bem podia ser seu lar, afinal lar é onde está seu coração. E meu coração encontrou naquele colégio gigante, cheio de revolucionários e sonhadores, um lar.
Quando dizem que o Ensino Médio é a melhor época de nossas vidas e nós reclamamos, não sabemos como é ruim sair dele. Nesses anos fiz meus melhores amigos, aprendi um pouco mais sobre mim e vivi os momentos mais espetaculares da minha vida. Aprendi que nossos amigos de verdade nos apoiam, brigam com a gente e não só criticam e põe defeitos, mas colocam a gente pra cima e de um jeito ou de outro, nos amam. Nesses últimos dois anos convivi com quarenta e poucos guerreiros que me ensinaram que você não necessariamente gosta de tudo em seus amigos, mas você aprende a respeitar o que você não gosta e talvez ajudá-lo. Convivi com pessoas que não tinham nada em comum, mas quando se juntavam podiam passar momentos inesquecíveis. Vou me lembrar das brigas da Semana Cultural, das canções que cantamos juntos, dos almoços e grupos de estudo. Vou lembrar da cara de choro na aula da saudade 1 e no último dia definitivo de terceiro F. Vou me lembrar que vocês me ensinaram a sonhar porque nunca deixaram que alguém dissesse que vocês não podiam. Parafraseando o velho Roque, vocês são a melhor turma da escola.
E agora se me perguntasse se estou feliz, bem eu diria que estou. Horas antes do meu vestibular oficial, eu só peço a Deus um pouco de sorte porque eu tentei estudar e o Sigma com todas as burocracias ainda tem os melhores mestres que eu podia no mundo. Não só professores, muitos tornaram-se amigos. Me diz como eu vou viver sem esse sofrimento de me matar pra passar em Física? Nunca mais vou gritar "Ele merece!" na aula do Alceu rs. Acho que nenhum professor vai ver isso (talvez o Marti porque ele é todo moderno no face e tals), mas eu gostaria de dizer que Deus coloca cada um deles nessa profissão pra mudar a vida de pelo menos um aluno e os meus professores fizeram bem esse papel. Quando precisei que alguém acreditasse em mim, eles muitas vezes estavam lá. Então, mestres, muito obrigada.
O texto ficou muito longo, mas era minha forma de dizer obrigada às pessoas que participaram dessa fase tão importante da minha vida. Boa sorte no vestibular!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Pelo direito de gostar de Matemática... E não compreende-la!
Preciso admitir: sou horrível em Matemática. Aquela lógica de análise combinatória, aquela maldita Trigonometria, áreas que nunca precisarei. Não adianta, não vou aprender nunca. Não é frescura, é dificuldade mesmo, uma coisa que vem desde a oitava série senão antes.
No entanto, estou aqui buscando fazer um manifesto em nome de todos alunos que assim como eu tem muitas dificuldades para lidar com essa matéria, porém, sentem-se realizados nela. É simples: eu gosto de Matemática. Sinto-me feliz quando consigo resolver um exercício com um nível de dificuldade médio para díficil, aliás muito mais do que quando entendo toda uma matéria de humanas e quase nunca fico entediada com as aulas. É verdade que ela me estressa e muitas foram as vezes que eu quis jogar meu livro pela janela, no entanto, Matemática realmente está bem longe de ser odiada por mim porque afinal, ela me desafia colocando obstáculos que não necessariamente me colocarão para baixo, mas sim me darão confiança caso sejam vencidos para ser uma estudante melhor.
Por isso, ao fim do meu Ensino Médio, cá estou agradecendo a Matemática por ter me feito uma pessoa bem mais perseverante do que era, batalhadora e estudiosa, se é que posso dizer isso. E também, aos meus velhos professores dessa matéria. Até os mentirosos me ensinaram alguma coisa valiosa que eu vou levar para o resto da minha vida. Obrigada, Matemática.
No entanto, estou aqui buscando fazer um manifesto em nome de todos alunos que assim como eu tem muitas dificuldades para lidar com essa matéria, porém, sentem-se realizados nela. É simples: eu gosto de Matemática. Sinto-me feliz quando consigo resolver um exercício com um nível de dificuldade médio para díficil, aliás muito mais do que quando entendo toda uma matéria de humanas e quase nunca fico entediada com as aulas. É verdade que ela me estressa e muitas foram as vezes que eu quis jogar meu livro pela janela, no entanto, Matemática realmente está bem longe de ser odiada por mim porque afinal, ela me desafia colocando obstáculos que não necessariamente me colocarão para baixo, mas sim me darão confiança caso sejam vencidos para ser uma estudante melhor.
Por isso, ao fim do meu Ensino Médio, cá estou agradecendo a Matemática por ter me feito uma pessoa bem mais perseverante do que era, batalhadora e estudiosa, se é que posso dizer isso. E também, aos meus velhos professores dessa matéria. Até os mentirosos me ensinaram alguma coisa valiosa que eu vou levar para o resto da minha vida. Obrigada, Matemática.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Aos que gostam de burocracia que me desculpem
( A nata de Brasília)
Me lembro bem quando ouvi falar pela primeira vez em uma simulação da ONU. Meu primo comentou de uma noite cultural que ia acontecer com comida de vários países e coisas desse tipo. Alguns anos depois, um amigo meu comentou das pérolas de um tal de Sigma Mundi, me explicou o que era, mas eu não entendi direito só fui descobrir mesmo o que era quando finalmente entrei no Sigma.
Simular é bem simples. Um monte de adolescente vestidos com roupas sociais se chamando de delegado, divididos em comitês com temas falando fora do usual (crise no mundo árabe, caso da Serra Leoa, situação da Líbia etc) e aprimorando as técnicas de discurso. Simular de verdade é mais complicado. Você tem que aprender as técnicas do jogo, ter uma boa conversa fiada, jogo de cintura e o mais importante, você tem que gostar. Não tem que fazer isso porque alguém te disse melhora sua fala em público ou só porque melhora suas notas do segundo período (dupla verdade), mas porque simular faz você ter uma mente aberta para um mundo que é muito grande.

Simular é bem simples. Um monte de adolescente vestidos com roupas sociais se chamando de delegado, divididos em comitês com temas falando fora do usual (crise no mundo árabe, caso da Serra Leoa, situação da Líbia etc) e aprimorando as técnicas de discurso. Simular de verdade é mais complicado. Você tem que aprender as técnicas do jogo, ter uma boa conversa fiada, jogo de cintura e o mais importante, você tem que gostar. Não tem que fazer isso porque alguém te disse melhora sua fala em público ou só porque melhora suas notas do segundo período (dupla verdade), mas porque simular faz você ter uma mente aberta para um mundo que é muito grande.
Eu tenho poucas simulações no meu currículo, mas sinto a diferença. Não se trata só de estar ali e ser um caça-menção (aqueles delegados que querem chamar atenção e serem eleitos os melhores dos comitês), mas de conhecer coisas que você não conheceria se não simulasse. Por exemplo, alguém ai sabe onde fica Chade? Se trata também de criar um senso de humanidade e trabalho em equipe fora do comum. Se trata mais ainda de fazer amigos.
Amigos sim, por que não? Simular não se trata só de ter excelência acadêmica, mas de festejar. Festejar porque somos jovens e estamos atuando num mundo, festejar porque nós somos os amigos que se juntam para beber e para discutir sobre qual seria o melhor tema de comitê da História. Festejar porque afinal de contas, a vida é isso, a vida é uma festa. Temos muito o que festejar e pra vocês que acham que simulação é só uma experiência acadêmia, fodam-se vocês.

terça-feira, 4 de outubro de 2011
Cidadania e participação social - Enem 1999
Na antiga Grécia, cidadão era aquele que era nascido na cidade e e não era escravo(foi assim durante um período de tempo). Tempos depois, surge a percepção de que cidadão é aquele ser registrado no cartório. Com o passar dos anos, durante a primaveras das democracias, forjou-se um novo conceito de cidadão: um ser com ideais políticos e engajado, um ser ativo. A questão é : isso é apenas um bonito ideário? Como tornar a utopia, uma realidade?
Para responder essa pergunta, voltamos à Grécia Antiga. No modelo de sociedade proposto por Platão, os que governavam a cidade eram os que passavam a maior parte da vida estudando com afinco. Fazendo uma breve ligação com a sociedade atual, o governo da democracia é “do povo”. Não seria lógico então que aplicando a lógica platônica de “politéia”, ou seja, de uma cidade perfeita, que o povo fosse então mais instruído? Buscando um patamar de realidade atingível, o povo ao menos não deveria ser instruído de sua função política? E ainda partindo desses preceitos, a instrução não deveria começar desde a juventude? Porque segundo esta realidade concebida pelo filosofo grego cada um mostrava durante a vida uma pré-disposição (as chamadas almas de ouro, prata e bronze) e assim cada um atuava na pólis como lhe cabia. Certamente, conhecendo desde a juventude um determinado contexto, o discernimento clareia os pensamentos de uma determinada pessoa sobre infinitos assuntos. Adaptando para realidade atual, podemos dizer que o cidadão que conhece desde cedo sua realidade sabe mais cedo o que deve fazer nessa sociedade para atingir o status de “politéia” ou mesmo de “governo do povo” no sentido literal e não apenas figurado como vem sendo há décadas.
Além desse embasamento filosófico, a ideia de ter o jovem como pilar dessa sociedade está intimamente ligado com a natureza revolucionária incutida em cada adolescente. Em um período cheio de mudanças e com os hormônios trabalhando para que o humor mude com frequência, é natural que o jovem se revolte e tenha vontade de deixar sua marca na história. Comodismo é um mal de adultos. Será? Será mesmo que com o pouco que temos feito seremos a mudança que queremos ver em nosso país? Será que temos consciência que a sociedade que temos hoje é um retrato das escolhas da geração de nossos pais? Será que cairemos nas máximas imortalizadas por Elis Regina que diziam “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”?
Será que nos acomodaremos na marginalização e em meio de tanta sujeira não teremos voz para sermos ouvidos?
No entanto, o futuro é incerto e o que resta é que mais uma vez os jovens tenham sua vez de interagir com o mundo. A participação social é um direito do jovem para que ele possa exercitar sua cidadania e não cair no abismo da alienação. Os jovens afinal são o futuro da nação...
Para responder essa pergunta, voltamos à Grécia Antiga. No modelo de sociedade proposto por Platão, os que governavam a cidade eram os que passavam a maior parte da vida estudando com afinco. Fazendo uma breve ligação com a sociedade atual, o governo da democracia é “do povo”. Não seria lógico então que aplicando a lógica platônica de “politéia”, ou seja, de uma cidade perfeita, que o povo fosse então mais instruído? Buscando um patamar de realidade atingível, o povo ao menos não deveria ser instruído de sua função política? E ainda partindo desses preceitos, a instrução não deveria começar desde a juventude? Porque segundo esta realidade concebida pelo filosofo grego cada um mostrava durante a vida uma pré-disposição (as chamadas almas de ouro, prata e bronze) e assim cada um atuava na pólis como lhe cabia. Certamente, conhecendo desde a juventude um determinado contexto, o discernimento clareia os pensamentos de uma determinada pessoa sobre infinitos assuntos. Adaptando para realidade atual, podemos dizer que o cidadão que conhece desde cedo sua realidade sabe mais cedo o que deve fazer nessa sociedade para atingir o status de “politéia” ou mesmo de “governo do povo” no sentido literal e não apenas figurado como vem sendo há décadas.
Além desse embasamento filosófico, a ideia de ter o jovem como pilar dessa sociedade está intimamente ligado com a natureza revolucionária incutida em cada adolescente. Em um período cheio de mudanças e com os hormônios trabalhando para que o humor mude com frequência, é natural que o jovem se revolte e tenha vontade de deixar sua marca na história. Comodismo é um mal de adultos. Será? Será mesmo que com o pouco que temos feito seremos a mudança que queremos ver em nosso país? Será que temos consciência que a sociedade que temos hoje é um retrato das escolhas da geração de nossos pais? Será que cairemos nas máximas imortalizadas por Elis Regina que diziam “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”?
Será que nos acomodaremos na marginalização e em meio de tanta sujeira não teremos voz para sermos ouvidos?
No entanto, o futuro é incerto e o que resta é que mais uma vez os jovens tenham sua vez de interagir com o mundo. A participação social é um direito do jovem para que ele possa exercitar sua cidadania e não cair no abismo da alienação. Os jovens afinal são o futuro da nação...
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