Hipster refers to a subculture of young, recently settled urban middle class adults and older teenagers that appeared in the 1990s. The subculture is associated with independent music, a varied non-mainstream fashion sensibility, Apple products, liberal or independent political views, alternative spirituality or atheism/agnosticsm and alternative lifestyles. Interests in media would include independent film, magazines such as Vice and Clash, and websites like Pitchfork Media, UrbFash, and Tumblr.
Bem, essa é uma definição bem geralzona do termo "hipster", um termo que tem me dado muito pra pensar ultimamente. E tudo começou depois de uma festa que eu fui numa noite de sexta-feira qualquer. Festa boa, comida boa, música boa. Teria sido uma excelente festa se eu não tivesse passado parte da noite refletindo sobre como sobre como eu odeio essa coisa que a nossa geração tem de fugir do mainstream de uma forma tão forçada que chega a ser exagerado.
Estou longe de dizer que odeio os hipsters até porque o que odeio mesmo é essa cultura forçada que certas revistas enfiam na cabeça de meninas de 14, 15 anos e vendem como se fosse o único padrão aceitável. Pelo amor de Deus, esse mundo cor-de-rosa de Demi Lovato saiu das drogas e agora é a adolescente feliz é muito tosco. Mas esse submundo perverso em que uma boa parte dos adolescentes que desprezam essa cultura plástica, tenta se inserir é tão ruim ou pior do que isso.
Uma coisa é o verdadeiro hipster que nunca se admitiria hipster, mas vive em seu canto, com sua cultura e tem seus amigos legais e escuta sua música legal e não parece um esteriótipo de pessoa uber-aculturada que pesquisa bandas do lugar mais obscuro do mapa para pagar de bonito com os migs. Realmente não sei o que é pior, se é uma menina tentando ser Manu Gavassi ou uma pessoa se esforçando absurdamente para não viver a cultura pop.
Esse é meu desabafo, amigos.O que eu queria é que as pessoas tentassem se esforçar menos para parecer o que não são. Gostosa, hipster, bêbado, jogador de futebol... Please! Só queria dizer que odeio me sentir sozinha por parecer ser a única pessoa de um lugar que nunca frequentaria um sarau literário (sono para essas coisas) ou que não faz questão de conhecer todas as novas bandas indies que surgem a cada ano. Sou preguiçosa demais para ser hipster, filosófica, pop, gostosa ou alternativa, mas queria não ter que me sentir sozinha.
guns ain't roses
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Sobre cotas, brancos alienados e sangue
Muito tem se falado de cotas desde que foi houve a mudança da porcentagem das cotas raciais recentemente. Li esse texto muito bom hoje e fiquei com vontade de falar um pouco de como me sinto confusa em relação a esse assunto.
Sempre fui contra as cotas raciais, mas agora com essas recentes discussões, tenho bastante pra pensar. Sou, como bem define a autora desse texto o esteriótipo de "estudante branco, de classe média, que faz cursinho pré-vestibular particular", meu pai é descendente de italianos, daqueles que fisicamente logo se vê as características européias. Já a minha mãe, é uma baixinha, caçula das mulheres de uma família de treze irmãos, vinda de São Luís do Maranhão, filha de um negro e de uma branca, ambos de origem humilde. O esteriótipo de estudante que ela descreveu hoje em dia me serve muito bem, mas nem sempre foi assim. Minha primeira escola foi um jardim da infância público e sim, como a autora também disse, vou usar o argumento que meus pais trabalharam muito para me por em colégio particular e pagar cursinho. Fico pensando, se meus pais não tivessem conseguido ganhar dinheiro, ano passado teria terminado meu Ensino Médio em alguma escola pública de Brasília e no final do ano quando prestasse o vestibular, não teria tido o auxílio das cotas ao tentar ingressar na UnB.
Eu sei que trabalhar só com hipóteses é muito fácil e realmente, a questão das cotas é mais ampla do que eu apresento nesse meu pequeno texto. E não quero sentir pena de mim mesmo, ou melhor, das crianças brancas que não teriam direito às cotas pelo simples fator cor da pele. Mas o que eu não entendo é por que as cotas sócio-econômicas são tão desprezadas? Ajudaria muito e daí não haveria a questão da discriminação das crianças brancas que também são pobres e não tiveram acesso à uma boa educação.
O que vai soar para muitos é que esse é um texto de um adolescente alienada que teve todas as oportunidades e não consegue ver a realidade. Mas é justamente esse ponto, MOSTRE-ME a realidade, me explique, debata comigo o porquê, convença-me.
Porque é muito faça escrever um texto e dizer "você não sabe nada, seu porco alienado" e não argumentar com solidez e com educação.
Sempre fui contra as cotas raciais, mas agora com essas recentes discussões, tenho bastante pra pensar. Sou, como bem define a autora desse texto o esteriótipo de "estudante branco, de classe média, que faz cursinho pré-vestibular particular", meu pai é descendente de italianos, daqueles que fisicamente logo se vê as características européias. Já a minha mãe, é uma baixinha, caçula das mulheres de uma família de treze irmãos, vinda de São Luís do Maranhão, filha de um negro e de uma branca, ambos de origem humilde. O esteriótipo de estudante que ela descreveu hoje em dia me serve muito bem, mas nem sempre foi assim. Minha primeira escola foi um jardim da infância público e sim, como a autora também disse, vou usar o argumento que meus pais trabalharam muito para me por em colégio particular e pagar cursinho. Fico pensando, se meus pais não tivessem conseguido ganhar dinheiro, ano passado teria terminado meu Ensino Médio em alguma escola pública de Brasília e no final do ano quando prestasse o vestibular, não teria tido o auxílio das cotas ao tentar ingressar na UnB.
Eu sei que trabalhar só com hipóteses é muito fácil e realmente, a questão das cotas é mais ampla do que eu apresento nesse meu pequeno texto. E não quero sentir pena de mim mesmo, ou melhor, das crianças brancas que não teriam direito às cotas pelo simples fator cor da pele. Mas o que eu não entendo é por que as cotas sócio-econômicas são tão desprezadas? Ajudaria muito e daí não haveria a questão da discriminação das crianças brancas que também são pobres e não tiveram acesso à uma boa educação.
O que vai soar para muitos é que esse é um texto de um adolescente alienada que teve todas as oportunidades e não consegue ver a realidade. Mas é justamente esse ponto, MOSTRE-ME a realidade, me explique, debata comigo o porquê, convença-me.
Porque é muito faça escrever um texto e dizer "você não sabe nada, seu porco alienado" e não argumentar com solidez e com educação.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Coisas para se fazer de "grérias"
(Ou de férias, como vocês preferirem)
Como vocês bem sabem, a UnB ainda não voltou de greve e não há previsão de quando a greve acabará (mas eu espero que em duas semanas, pelo amor de Deus). Então resolvi montar uma listinha do que tenho feito nesses quase três meses de grérias além de estudar Cálculo periodicamente (mas com MUITA PREGUIÇA) e tentar montar trabalhos de Introdução à Administração.
- Cozinhar se tornou minha paixão número #1 nessas férias. Eu e o boy adoramos cozinhar juntos e eu gosto de cozinhar para família e amigos muito. Já até pensei em abrir um blog sobre culinária, mas não tá sobrando tempo. Um site que super indico para quem quer se iniciar é o Cozinha Travessa que tem uma abordagem bem simples e receitas bem acessíveis!
- Correr, dançar, qualquer outro esporte! Desde que sai do Ensino Médio, engordei 3kg. Drama total nessas horas. Por isso, gosto de correr e caminhar sempre que tenho um tempo livre para perder la pancita e esfriar a cabeça. Um dia vou fazer um post com dicas de playlists de músicas para correr e postar aqui.
- Visitar sites de moda! Não que eu não faça isso periodicamente quando estou estudando, mas nas férias aumentei bastantei minha pastinha de looks para me inspirar na hora de me vestir. Pode parecer meninice, coisa de gente freak por moda, mas acho que é mais uma questão de estratégia. Comecei a visitar sites de moda periodicamente quando percebi que não adiantava insistir com minha mãe, ela não ia comprar roupa e sapato para mim todo mês, o jeito era improvisar com o que tinha. Como isso era motivo constante de brigas, dor de cabeça e muita irritabilidade da minha parte, montar uma pastinha de looks e visitá-la com frequência amenizou MUITO o clima aqui em casa. Claro que adoro ganhar roupa nova, mas agora estou bem satisfeita com o que tenho. Os meus sites prediletos são Garotas Estúpidas , Blog da Lalá Noleto , Just Lia, Lookbook.nu e site de revistas de moda em geral.
-Aprender a dirigir! Ou fazer alguma coisa que desafie seus padrões nesse nível. Bem, meu caso é dirigir(mas o francês tá voltando e eu conto para vocês como é desafiador falar essa linda e fresca língua em outro post) e aqui em Brasília existe um lugar maravilhoso chamado W3 que às 7h da manhã fica lotado de motoristas que S2 carros de auto-escola. É lá que aprendo a dirigir. Mas fazer esse tipo de coisa desafia a mente e é legal.
Enfim, essas são minhas dicas, esperem que vocês gostem.
Como vocês bem sabem, a UnB ainda não voltou de greve e não há previsão de quando a greve acabará (mas eu espero que em duas semanas, pelo amor de Deus). Então resolvi montar uma listinha do que tenho feito nesses quase três meses de grérias além de estudar Cálculo periodicamente (mas com MUITA PREGUIÇA) e tentar montar trabalhos de Introdução à Administração.
- Cozinhar se tornou minha paixão número #1 nessas férias. Eu e o boy adoramos cozinhar juntos e eu gosto de cozinhar para família e amigos muito. Já até pensei em abrir um blog sobre culinária, mas não tá sobrando tempo. Um site que super indico para quem quer se iniciar é o Cozinha Travessa que tem uma abordagem bem simples e receitas bem acessíveis!
- Correr, dançar, qualquer outro esporte! Desde que sai do Ensino Médio, engordei 3kg. Drama total nessas horas. Por isso, gosto de correr e caminhar sempre que tenho um tempo livre para perder la pancita e esfriar a cabeça. Um dia vou fazer um post com dicas de playlists de músicas para correr e postar aqui.
- Visitar sites de moda! Não que eu não faça isso periodicamente quando estou estudando, mas nas férias aumentei bastantei minha pastinha de looks para me inspirar na hora de me vestir. Pode parecer meninice, coisa de gente freak por moda, mas acho que é mais uma questão de estratégia. Comecei a visitar sites de moda periodicamente quando percebi que não adiantava insistir com minha mãe, ela não ia comprar roupa e sapato para mim todo mês, o jeito era improvisar com o que tinha. Como isso era motivo constante de brigas, dor de cabeça e muita irritabilidade da minha parte, montar uma pastinha de looks e visitá-la com frequência amenizou MUITO o clima aqui em casa. Claro que adoro ganhar roupa nova, mas agora estou bem satisfeita com o que tenho. Os meus sites prediletos são Garotas Estúpidas , Blog da Lalá Noleto , Just Lia, Lookbook.nu e site de revistas de moda em geral.
-Aprender a dirigir! Ou fazer alguma coisa que desafie seus padrões nesse nível. Bem, meu caso é dirigir(mas o francês tá voltando e eu conto para vocês como é desafiador falar essa linda e fresca língua em outro post) e aqui em Brasília existe um lugar maravilhoso chamado W3 que às 7h da manhã fica lotado de motoristas que S2 carros de auto-escola. É lá que aprendo a dirigir. Mas fazer esse tipo de coisa desafia a mente e é legal.
Enfim, essas são minhas dicas, esperem que vocês gostem.
Let's have fun, bitches!!!
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Greve, calourice e afins
Estou devendo esse post sobre a greve das Universidades Federais que está acontecendo no país (incluindo na UnB), mas sempre esqueço, apesar de ser um assunto que muito me interessa. Mas hoje fiquei com vontade de dar as caras aqui no blog e falar sobre esse mundo desconhecido que é a Universidade, post que eu estava planejando fazer quando acabasse o semestre (que agora, sabesse lá quando acaba).
Passar no vestibular depois de todo o sofrimento de pré-vestibular e escola puxada, é uma delícia. Depois de ficar bastante ansiosa pelo resultado, merecidas férias e comemorações. Estudar as matérias que você gosta, conhecer gente nova, tudo é muito bom.O problema é que apesar de tudo, as condições dentro da Universidade ainda são bem precárias tanto para os alunos quanto para os professores e se as coisas continuarem como estão, haverá perigo de greve por toda a vida.
Outra crítica que a greve desperta em tem a ver com a dualidade do sistema educacional brasileiro. Não sei bem se a palavra é dualidade, mas o que quero expressar é que em uma momento de greve é que podemos ver que a Universidade que devia ser de todos não é para todos e a maioria da população não está representada entre os estudantes. Notei isso quando invadiram a minha sala falando sobre greve estudantil e eu reagi de maneira deselegante, enraivecida com o desrespeito para com o professor. O "piquete" que aconteceu naquela tarde pediu assistência aos alunos carentes e apoio ao professor grevista. Ainda mantenho minha posição de que piquetes são completamente desrespeitosos e de que a greve estudantil pode até ter uma boa base, mas não irá para frente uma vez que pede uma coisa impossível ou quase impossível.Penso que o pedido dos estudantes torna-se inválido pois não acredito que assistência de qualquer tipo resolve problemas sociais. Na minha humilde opinião, assistência muitas vezes é um tapa buraco da incompetência de muitos governos, talvez até de séculos de governos despreparados e pretenciosos. O real problema do estudante brasileiro pobre é que não há chances verdadeiras para seu ingresso na Universidade, portanto, em número reduzido, não há voz para pedir mudanças que melhorem sua vida dentro da instituição de ensino.
Fora isso, sou filha de professora, entendo os pedidos da greve e entendo como a classe dos professores é subjulgada e desrespeitada nesse país.
Outra crítica que a greve desperta em tem a ver com a dualidade do sistema educacional brasileiro. Não sei bem se a palavra é dualidade, mas o que quero expressar é que em uma momento de greve é que podemos ver que a Universidade que devia ser de todos não é para todos e a maioria da população não está representada entre os estudantes. Notei isso quando invadiram a minha sala falando sobre greve estudantil e eu reagi de maneira deselegante, enraivecida com o desrespeito para com o professor. O "piquete" que aconteceu naquela tarde pediu assistência aos alunos carentes e apoio ao professor grevista. Ainda mantenho minha posição de que piquetes são completamente desrespeitosos e de que a greve estudantil pode até ter uma boa base, mas não irá para frente uma vez que pede uma coisa impossível ou quase impossível.Penso que o pedido dos estudantes torna-se inválido pois não acredito que assistência de qualquer tipo resolve problemas sociais. Na minha humilde opinião, assistência muitas vezes é um tapa buraco da incompetência de muitos governos, talvez até de séculos de governos despreparados e pretenciosos. O real problema do estudante brasileiro pobre é que não há chances verdadeiras para seu ingresso na Universidade, portanto, em número reduzido, não há voz para pedir mudanças que melhorem sua vida dentro da instituição de ensino.
Fora isso, sou filha de professora, entendo os pedidos da greve e entendo como a classe dos professores é subjulgada e desrespeitada nesse país.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
O que aprendi aos 17 anos
Eu sei, meu aniversário já passou faz tempo, mas quero compartilhar com vocês as coisas que passaram, os pensamentos mais loucos sobre esse ano dos 17.
Parece que de 16 para 17 anos, tudo mudou. Muito devido ao fim do Ensino Médio e meu ingresso da Universidade. Parece que foi ontem que eu passei minha última sexta-feira com a cara enfiada nos livros no cursinho ou na biblioteca do Sigma, sendo que na verdade, já se passaram seis meses.
Desde que fiz dezessete anos, em maio passado, vi o Vasco ser Campeão da Copa do Brasil, conheci o Rio de Janeiro, encontrei um namorado, passei no vestibular, tive meu primeiro porre e primeiro pt, vi o Foo Fighters ao vivo, travei novos conhecimentos, chorei por medo de perder meus amigos do colégio, fiquei feliz com eles, fiquei três meses de férias (o que parece bom no começo pode tornar-se um inferno), me frustrei porque fui reprovada no primeiro processo seletivo em que participei e desmistifiquei minha imagem de como deveria ser a Universidade afinal eu estou nela agora. Essas coisas são só alguns pontos do ano que passou que acho que tiveram relevância (ou não) no que me tornei agora.
O lance todo com todas essas revelações pessoais é que percebi que para tudo isso que passei, eu não estava preparada para NADA e olha que que no ano passado eu me sentia uma pessoa com conhecimento suficiente para falar de mudanças da vida e achava que estava pronta para tudo que viesse pela frente. Guess what? Não estou pronta para falar disso e sinto que não estou pronta para os próximos 3 ou 4 anos da minha vida porque me sinto com a mesma cabeça que tinha há dois anos atrás, mas só com uma bagagem de experiência um pouquinho maior do que a minha irmã (que agora está prestes a completas 16 anos). Ou seja, estamos parados no nada, mas por quanto tempo? O lance é que passei anos me preparando para uma prova imbecil que não necessariamente mede o nível de imbecilidade das pessoas que serão aprovadas, mas não me preparei para ter a minha sala invadida por arruaceiros (ou não, veja bem, ou não) em prol de uma greve estudantil. O lance é que sinto que por enquanto, com exceção do vestibular, as coisas tinham sido relativamente facéis, mas agora é que a dificuldade, as escolhas começam de verdade e eu não estou preparada.
Enfim, essa é minha viagem de aniversário de cada ano e estou muito feliz de compartilhá-la com vocês. E que venham os 19! (que idade mais aleatória, pqp)
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