guns ain't roses

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

O que aprendi aos 16 anos



Para não perder a tradição...


Esse texto vai ser quase uma párafrase do que foi ano passado. Tornei a aprender sobre amizade, amor e mais uma vez tive lições sobre persistência e sobre como (não) estudar. A diferença é que em maio do ano passado, eu não sabia nada sobre mudanças e no ano que passou elas sairam do papel para tornarem-se realidade e agora eu posso falar com propriedade sobre elas. E na certa, ano que vem, eu vou dizer o mesmo.


Em um ano: fiquei solteira, cortei o cabelo curto, pintei o cabelo, aprendi a tocar violão, não fiz brinco nenhum, viajei para os Estados Unidos, fiquei de recuperação final pela primeira vez na vida, aprendi a cozinhar, aprendi a estudar, comecei a dormir menos de seis horas por dia, decidi o que fazer para o resto da minha vida (ou na faculdade haha), comecei a dançar, comecei a correr, vi o Iron Maiden ao vivo e não vi o Paul, baixei a discografia do Foo Fighters, comecei a simular, virei amiga de pessoas do sexo feminino, mas descobri que não adianta nada porque minha sina é ser amiga de homens; perdi oito quilos e os ganhei de novo com muito esforço, parei de ler quarenta livros por ano e de escrever em diários; escrevi no blog e parei, fiz uma coleção de séries. Me apaixonei, quebrei a cara, tomei minha primeira bezetacil e não chorei, tomei a segunda e chorei, comecei a odiar. Tive experiências grandes do amor de Deus em minha vida e rezei muito para que Ele me abençoasse e Ele me concedeu tudo que eu precisava. Desisti de tocar violão. E agora quero tocar novamente.


E que venham os dezoito anos!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Páscoa há dois anos atrás

Escrevi esse texto há dois anos atrás. É bobinho, mas eu gostei.


"Hoje na missa, estava me indagando. O que é pra mim,Páscoa?Vieram à minha cabeça respostas do que é a Páscoa para o resto do mundo: a data do chocolate, a época do ano,onde os mercados parecem feiras,tempo em que o verdadeiro significado da data é esquecido.Mais até do que o natal.
Vê se alguém lembra que a Páscoa pros judeus é a saída dos hebreus do Egito? Ou que é a celebração da passagem do inverno pra primavera (em outros países)? Ou mesmo que é a data em Jesus ressuscitou? Bom, eu digo:poucos pensam na Páscoa como a Páscoa verdadeira.
O significado belo e libertador,independente da religião,perdeu-se no consumismo desenfreado e na cegueira do
chocolate. Eu,como católica praticante,vejo com dor que esse feriado que deveria significar mudança,significa mais dinheiro no bolso dos que já tem.Pros católicos,Cristo morreu para nos libertar do pecado,um ato de amor imensurável.Poucos,vêem nesta data a chance de celebrar o amor!
Não sou um exemplo de pessoa, e muito menos estou dizendo que é pra todo mundo ser católico. Mas,eu como ser humano,quero fazer a minha crítica à sociedade (isso inclui à mim e minha família também).As pessoas estão transformando feriados legais em massacres de consumismo.Imagina as crianças que não tem dinheiro pra comprar o ovo da Hannah Montana (R$ 24,90 nas Lojas Americanas) ou do Ben 10 (R$23,90 no Pão de Açúcar)?Como elas se sentem?
Páscoa não é isso, galera!É MUITO, MUITO mais. Para mim,a Páscoa é a libertação do pecado.E pra você,independente,se você é budista,judeu,maçom,espírita,ateu,evangélico pode ser uma data MUITO maior do que só chocolate!
Essa é minha mensagem de Páscoa. Uma reflexão meio punk é verdade,mas é tudo que eu acho."

sábado, 2 de abril de 2011

Iron Maiden 30.03.11 - The Final Frontier World Tour


Foram meses contando dias. Semanas decorando trechos de músicas que eu não conhecia direito, escutando sem parar a mesma setlist no iPod e entrando diariamente na comunidade da banda de heavy metal mais famosa do mundo. Um show que foi o ponto culminante de quase dois anos de amor e devoção por uma banda que fez tudo e mais um pouco para que minha noite do dia 30 de março deixasse de ser só normal e se tornasse marcante!

Eu cheguei no show por volta das 19h45 acompanhada de um amigo. Logo eu encontrei uma turma de amigos com quem eu tinha combinado de curtir o show. Esses caras com quem eu fui são meus blood brothers e agora o nosso vínculo de amizade foi oficializado com a benção de Bruce, Adrian, Dave, Janick, Steve e Nicko. Foram momentos lindos o que vivemos antes, mas o show do Iron com certeza vai ser um marco e daqui a vinte anos vamos contar para os nossos filhos como foi bom ter visto esse show juntos.

Uma banda brasileira abriu o show. O show foi bom e tal, mas acho que eu estava muito ansiosa com o show seguinte. Não só eu, tinha um milhão de pessoas contando os segundos para o Iron entrar. Neguinho gritava '15 minutos!'. De repente, todo mundo ali era uma família. Quando as luzes diminuiram e começou a tocar Doctor, Doctor o pessoal explodiu em gritos! Eu segurei o choro e escutei os primeiros acordes de Satellite. O show começou e eu não podia acreditar! O Iron Maiden estava na minha frente!


É difícil dizer como me senti durante aquelas duas horas ou quase três que se passaram. O Janick Gers estava bem na minha frente e eu pude conferir cada fio do cabelo cada vez mais branco do Bruce. Achei o Dave bem velhinho e Deus do céu, eu vi o deus da guitarra tocando ao vivo e ele se chama Adrian Smith. Isso sem contar que Nicko e Steve mesmo velhos ainda são bem enérgicos. O Steve mantém uma série de caretas e balançadas rítmicas com a cabeça. E eu estava lá e vi tudo isso.


Eu não sei muito sobre como descrevê-los em relação ao musical. Para mim, as músicas estavam todas perfeitas como elas deveriam ser. O que me matou mesmo foi "Coming Home", "2 Minutes to Midnight" e "Iron Maiden". Nem são minhas músicas prediletas, mas ao vivo... Arrepiam.


O que posso dizer de um dos dias mais felizes da minha vida, não se resume em palavras.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cult

Queria ser cult. E é aos cults que eu dedico o meu post de hoje. Viva o cult!

Cult é falar de música brasileira, desde Chico a Móveis. Cult é ler Goethe, Machado e parafrasear Vinicius. Cult é fazer um sarau no sábado ao anoitecer com um sambinha bobo na varanda de sua própria casa. Cult é conhecer indie de verdade, não The Killers (mas se tiver The Killers, it's ok). Cult é música francesa e um vinhozinho tinto acompanhando (mas só depois dos dezoito).
Cult é chazinho e sequilho, aqueles beijos de chocolate de um ladinho e chocolate com menta do outro. Cult é salmão grelhado sem cara feia!
Paris é cult. NYC não é cult, é glam (pelo menos eu a vejo assim, mas também não procurei tanto assim haha). Isabel Allende é cult pra mulherzinha, Dan Brown é nerd!

Queria ser cult.
Ou chique, tanto faz.

Ps: She and Him acabou de sair da minha lista de cult. É chatíssimo!

terça-feira, 15 de março de 2011

Escrever é um privilégio

Tem dias que tento começar uma postagem aqui no blog. Eu entro, dou uma olhadinha e meus dedos digitam palavras perdidas. No entanto, são apenas palavras perdidas e nada mais que isso. Fecho a janela irritada e prometo que escreverei outro dia.
Escrever sempre vai ser parte de mim. Eu me lembro de ter escrito minhas primeiras palavras copiando placas que via na rua e aos seis anos, lembro-me de que ganhei meu primeiro diário (de muitos). Desde então minhas mãos coçam quando eu vejo um caderno em branco e um teclado disponível.
Já escrevi sobre tantas coisas! Não só o blog, mas minhas histórias, meus diários e até mesmo redações escolares. Nem tudo é primoroso, nem tudo faz sentido. No entanto, escrever aos poucos tornou-se parte de quem sou. Minhas emoções afloram com facilidade quando a caneta encosta no papel. Escrever me torna mais humana. Para mim, escrever é um privilégio.
No entanto, não tenho escrito nada de decente. Juro que estou tentando, mas nada. Por isso, hiatus criativo de novo. Paciência!